Sexta-feira, Setembro 18, 2009

A Educação como Proposta para as Mudanças Sociais.

A reflexão sobre a problemática da educação sempre fez parte dos meus discursos e das minhas práticas diárias. Filha de pais professores, pude acompanhar de perto meus genitores no desempenho de seus papéis como educadores.
Já adulta, talvez em função dessas prerrogativas familiares e outras características inerentes à minha pessoa, percebi-me, a cada instante, nas veredas da aventura pela busca e transmissão do conhecimento.

Ser professor é, antes de tudo, ser compromissado com os ideais de justiça social que se refletem no respeito às diferenças, sejam, de credo, gênero, opção sexual, cor e tantas outras. Os anos de faculdade serviram para proporcionar amadurecimento das idéias em relação ao magistério. Resolvi,assim,não permanecer apenas com o título de Bacharel em Ciências Sociais e, acrescentei à minha grade curricular mais sete novas disciplinas direcionadas à Licenciatura.

Não acredito na revolução armada, mas penso que, a verdadeira revolução se dará no campo das idéias, isto é, na mudança de uma mentalidade limitada. E,essa mudança se dará a partir de uma educação mais reflexiva sobre as questões pertinentes à realidade de cada educando em relação ao seu grupo de pertença e do confronto com outras realidades. A educação deve conter esse aspecto de permitir o confronto de diferentes perspectivas e que, por excelência, é o que faz a Sociologia.

A sociedade é constituída por diferentes interesses, necessidades e anseios que se estabelecem entre os mais diversos grupos sociais. A equiparação de oportunidades para os diferentes grupos se dará através de uma educação de qualidade e mais inclusiva . A educação inclusiva é uma educação que privilegia as diferenças. A escola será inclusiva todas as vezes que proporcionar ao educando autonomia na realização de suas atividades e principalmente, quando tiver como diretriz de seus projetos sócio-educacionais o respeito pelos diversos tipos humanos.

Na escola inclusiva a criança poderá exercitar suas potencialidades da melhor forma possível e sem qualquer tipo de barreira, seja física, comunicacional, arquitetônica, ou mesmo comportamental nos diferentes espaços educacionais.Neste sentido, é primordial entendermos que a inclusão só se dará a partir da compreensão e mudança dessa realidade.

Para não tornar a leitura enfadonha, visto que, não são todas as pessoas que têm o exercício da leitura como hábito, pretendo não me estender além do necessário. Para tanto, concluo o texto salientando a importância de termos uma leitura mais reflexiva da nossa realidade e isso se faz pela educação de qualidade.
Ter uma consciência crítica, não significa ser uma pessoa "porra louca" ou muito menos amarga com a vida. Mas, pelo contrário, é não deixar ser dominado, alienado e oprimido. A alienação ocorre através do processo de "legitimação" e dissimulação da dominação que se dá pelos principais intituições sociais como, por exemplo, a própria escola. Como? A dominação é velada, desta maneira, o dominado não se opõe ao seu opressor, já que não se percebe como vítima deste processo: ao contrário, o oprimido considera a situação natural e inevitável.

Gente, muito obrigada pela atenção de sempre dispensada. A opinião de todos vocês é de suma importância para a construção do Observatório Social. Por favor,não se detenham apenas na leitura dos textos. Assim, acrescentem, através do espaço destinado aos comentários, a visão de mundo de vocês, mesmo sendo contrária à minha. Afinal, os meus textos não têm a pretensão de se fecharem em si mesmos com idéias prontas e acabadas. A participação de vocês torna o Observatório Social menos unilateral. Beijo!

Sábado, Agosto 22, 2009

Primavera

Da Janela do Meu Quarto


Às vezes abro a janela e vejo o horizonte
Um arco-íris desce dos céus
Esbarra nos meus pés descalços
Borboletas azuis, brancas dançam a felicidade
Pardais, bem- te- vis e andorinhas celebram a liberdade
Flores brotam do jardim

Às vezes da minha janela,
Vejo crianças que tingem o céu
Com suas pipas coloridas
Uma, duas, três, dezenas
Perdem-se no infinito do meu olhar
Desenham nas alturas seus sonhos

E lá bem longe
Do lado do nascente
Não mais espera
A menina da janela






Marcênia Franco

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Semana da Amamentação- 1 a 7 de agosto









Na época, quando adolescente, pouquíssimo se falava sobre amamentação. Minha mãe costumava dizer que “a nossa família não tem leite”. Eu não tinha lido nada sobre o assunto e nem sequer sabia que a amamentação era tão importante.

Sabe que, quando meu filho nasceu, ele pegou o peito e não queria largar mais… como eu não tinha pressão nenhuma e minha disponibilidade pra amamentar era total (não estava trabalhando), ele mamava, literalmente, o dia todo.

Hoje, ele está oom 9 aninhos, mas continuo ETERNAMENTE APAIXONADA pela amamentação, porque a complexidade do ato – que envolve não só mãe e bebê, mas a sociedade, mídia, questões de gênero, trabalhistas, de ética médica, de marketing predatório, meio ambiente e tanta coisa mais – faz com que esse tema seja interminável e sempre emocionante.

Sugiro a todo mundo que nessa semana – 01 a 07 de agosto – procure saber mais sobre amamentação. Escreva sobre o tema, ou divulgue apenas com uma foto, uma obra de arte, uma música… tem tanta coisa a ser descoberta e tanto a se fazer.

Compartilhe essa paixão comigo.

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Nos Tempos da Faculdade

Nos tempos de faculdade de Ciências Sociais, na Federal, li muitos livros e aprendi a ser super fã do pai do Chico,o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, que foi um dos fundadores do PT.




Raízes do Brasil,cuja autoria é de Sérgio Buarque de Holanda, é um livro que deveria ser leitura obrigatória, pena que pouca gente conhece fora dos meios acadêmicos. Leitura agradável, fácil e que faz a gente pensar nas nossas origens e conseqüentemente nos possibilita um maior entendimento do que é ser brasileiro.

Pois é, hoje, acordei com vontade de reler alguns trechos deste meu livro velhinho e querido. Se você quiser ler o Raízes do Brasil, eu acho que deveria comprar o livro, que é daqueles pra gente ter e dar aos filhos e netos. Mas se for muito caro pro seu orçamento (eu acho que preço de livros no Brasil é um absurdo!), você pode baixar aqui, gratuitamente

Sábado, Maio 16, 2009

Caminhos e descaminhos de uma expressão


Caros, amigos, acredito que temos de ter cuidado com as nossas palavras.( eu, particularmente, já dei algumas mancadas). Muitas vezes usamos expressões desagradáveis quando queremos nos referir a um determinado grupo de pessoas.

Termos como ceguinho, aleijado ,deficiente e outros revelam a interpretação permeada de preconceito em relação à deficiência. Li, outro dia, o livro Multiculturalismo de Semprini que tratava sobre estas questões. Segundo Semprini estas expressões , as vezes, "inocentes" carregam uma imagem equivocada sobre um determinado grupo ou pessoa. Ele diz, ainda, que para evitar expressões desvalorizadoras, infladas de idéias preconceituosas, geralmente, sob um viés monocultural e etnocêntrico, surge o programa do movimento do politicamente correto que tem sua origem no jargão stalinista dos anos de 1950, porém a ação prática não tem quase nada de stalinista.

Eu vejo que a preocupação principal do movimento do politicamente correto tem em seu âmago evitar que certos grupos sejam violentados, humilhados através de termos de linguagem que reforçam na pessoa em questão uma imagem desvalorizada em relação a ela mesma e a outras pessoas. Assim, o termo "deficiente", por exemplo, tem uma conotação pejorativa na cultura americana e até mesmo na cultura brasileira, dominada pelo culto à "perfeição" física. Desta forma, uma atitude politicamente correta proporá o uso de terminologias que valorizem a pessoa na sua plenitude, através de expressões e termos novos mais descritivos, a fim de valorizar mais os indivíduos ou os grupos que eles pertencem.Valeu a dica? Então, vamos colocar em prática!! Um abração a todos!

Uma música, um instante, um convite...

Fique por dentro!

Loading...

Trilha Sonora da Semana Rock me Baby-B.B. King/ Eric Clapton/ Buddy Guy/ Jim Vaughn